Nota de esclarecimento à opinião pública
sobre a Praça Dante Alighieri.
Tendo em vista os seguintes fatos protagonizados pelo Senhor Mauro Cirne,
Secretário de Planejamento da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul/RS:
1. Considerando a “revitalização” da Praça Central Dante Alighieri, com a destruição da antiga praça de 1933, impondo uma nova praça baseada em concepções pessoais.
2. Considerando a falta de respeito com o patrimônio cultural - ambiental, artístico, urbanístico e histórico - e, com isso, prestando um desserviço à educação, estimulando o descaso para com a história, impregnando em seus elementos o desprezo associado à insegurança, criminalidade, prostituição e doença.
3. Considerando que o individuo está sendo estimulado a ter um sentimento de raiva e ódio para com a história, o patrimônio e aos ambientalistas.
4. Considerando a tentativa de manchar a imagem das organizações ambientalistas com acusações e ataques inverídicos.
5. Considerando os ataques morais ao Sr. Orlando Michelli, Presidente do GRUMA, e o Sr. Geraldo Susin, Presidente da ALGA, por parte do Sr. Mauro Cirne e as agressões físicas sofridas por Geraldo Susin, na Praça Dante Alighieri, imputadas a Mauro Cirne e seu estagiário.
6. Considerando que o Sr. Mauro Cirne proibiu os ambientalistas que divulgassem o que está acontecendo na Praça Dante Alighieri para a imprensa, ameaçando-os com retaliações.
7. Considerando que o Sr. Mauro Cirne, Secretário do Planejamento, está tentando transformar o debate sobre a destruição do patrimônio histórico da Praça Dante Alighieri em cunho político partidário, faltando com a verdade ao dizer que “É APENAS A MANIFESTAÇÃO DA OPOSIÇÃO”, pois não consegue convencer, tentando confundir a opinião pública. “Ideologizando” o debate. Censurando as opiniões contrárias. Uma verdadeira ditadura fascista.
8. Considerando que todo o trabalho de uma administração em implementar uma política de proteção à flora está desqualificado, pois a referência da população, agora, passa a ser o da destruição com o corte e a mutilação de árvores.
9. Considerando que o mesmo procedimento vandálico está sendo aplicado na proposta de alteração da Lei 2452/78 – lei que protege as bacias de captação de água para beber -, tendo como resultado a degradação de nosso patrimônio hídrico.
10. Considerando que o Município de Caxias do Sul poderá perder a sua habilitação em emitir alvarás de licença ambiental por exceder nas suas atribuições: licenciando o corte no patrimônio histórico.
11. Considerando o Prêmio Átila de Destruição.
12. Considerando o papel da UNESCO na preservação do patrimônio.
As entidades ambientalistas de Caxias do Sul vêm a público externar o repúdio aos atos de VANDALISMO cometidos por parte de agentes políticos da administração municipal de Caxias do Sul, tanto pela destruição do patrimônio cultural – ambiental, artístico, urbanístico e histórico - quanto pelos ataques físicos e morais que os ambientalistas vêm sofrendo.
O movimento ambientalista tem uma responsabilidade: é o de lutar pela proteção do patrimônio cultural. A maior preocupação é com a responsabilidade técnica e questionar a competência na transformação do nosso patrimônio cultural, evitando a deformação, de modo irreversível, da história de Caxias do Sul.
Lembramos que os acontecimentos da DESTRUIÇÃO DA PRAÇA DANTE ALIGHIERI EM 2003 e a PROPOSTA DE ALTERAÇÃO DA LEI 2452/78 estão sendo denunciados à UNESCO e ressaltamos que os referidos casos já foram indicado para o Prêmio Átila de Destruição.
FEACxS - Fórum das Entidades Ambientalistas e Caxias do Sul.
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